O Partido Comunista do Brasil – numa decisão histórica de seu 11º Congresso – aprovou em seus Estatutos a convocação regular de uma Conferência Nacional do Partido para tratar da questão da emancipação da mulher. Esta 1ª Conferência faz parte, desta forma, da estrutura partidária. É uma conferência de todo o Partido. Mas não é somente isto: os Estatutos do partido também preceituam a constituição de um Fórum Nacional Permanente, para propor ao partido a participação em entidades com o objetivo de tratar da emancipação da mulher, promover a formação de quadros e a ampliação da participação das mulheres nos diversos níveis de direção partidária.
O PCdoB é o primeiro partido político no Brasil a tomar este tipo de resolução. A luta pela emancipação das mulheres, para nós comunistas, é uma tarefa de todo o coletivo partidário, e não uma questão que se circunscreva apenas à luta das mulheres.
Vivemos numa época em que cresceu muito a participação e importância das mulheres na atividade econômica, política, social e cultural da humanidade. Elas têm se destacado em todos os terrenos. Por outro lado, apesar de ter havido progressos no campo da legislação, procurando aproximar a igualdade de direitos entre homens e mulheres, essa igualdade de direitos consagrada na lei acaba não valendo na vida. Evidentemente que na sociedade atual – e não somente na brasileira – prevalece em seus costumes, em sua superestrutura cultural, institucional e política, toda uma concepção machista, na qual há uma divisão sexual no trabalho e a prioridade do trabalho domestico é da mulher. Portanto, mudar o atual status quo dominante de séculos não é uma tarefa fácil e simples.
No Brasil, se levarmos em conta o texto da Constituição de 1988, obtivemos avanços importantes na luta pela ampliação dos direitos das mulheres. Com o advento do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, conseguimos dar outros passos importantes neste sentido. Destaco aqui, como um desses passos significativos a criação da Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres. A ministra Nilcéia Freire, aqui presente, capitaneou este processo. Esta mesma secretaria já realizou a 1ª Conferência Nacional de Políticas Públicas para as Mulheres, está aplicando um Plano Nacional de políticas para as mulheres e uma série de outras iniciativas voltadas para enfrentar os graves problemas da dura realidade de violência contra a mulher, das concepções discriminatórias de opressão e de desigualdade que ainda vigoram em nosso país. Leia mais clicando no titulo
quinta-feira, 17 de maio de 2007
terça-feira, 15 de maio de 2007
Mulheres precisam mais do que leis para participar da política
O aumento da participação da mulher na política não vai ocorrer apenas com a alteração da legislação. Para a representante da CFemea (entidade feminista), Natália Mori, "nós temos a necessidade e obrigação de extrapolar e pensar a política como forma de exercer ação coletiva de quem quer transformar esse país". Leia mais clicando no titulo.
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Adolescentes negras ficam mães cada vez mais cedo
Pesquisas mostram aumento de gravidez na adolescência entre jovens negras. Aos 19 anos, Mailane Lima Barbosa segura o segundo filho, Victor. Ela mora na Estrutural, bairro com a maior população negra do DF, em termos proporcionais Brasília - O Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento (PNUD) afirma, no Atlas Racial Brasileiro, que, se mantidas as tendência atuais, pode-se esperar um aumento ainda maior no número de adolescentes negras grávidas. Em 1991, a participação relativa da fecundidade das mulheres brancas entre 15 e 19 anos na fecundidade total era ligeiramente maior que a das negras (12,9% contra 12,3%). Já em 2000, a participação relativa da fecundidade na adolescência das negras (17,1%) ultrapassava a das brancas (15,6%). Leia mais clicando do título.
Vida de Helenira Resende vira livro
A editora Expressão Popular lançou novos títulos da sua coleção Viva o povo brasileiro। Entre as obras recém-lançadas encontra a biografia da guerrilheira comunista Helenira Resende. Ela era vice-presidente da UNE, presa em Ibiúna, enfrentou cara a cara o temido delegado Fleury. Após o AI-5 se deslocou para a região do Araguaia. Foi assassinada por tropas do Exército em setembro de 1972 e seu nome batizou um dos destacamentos da guerrilha. O autor da biografia é o jovem jornalista Bruno Ribeiro, ex-dirigente da UJS, que concedeu entrevista ao historiador Augusto Buonicore para o Vermelho. Clique no titulo e leia a entrevista.
Alice Portugal propõe conteúdo sobre direitos da mulher no ensino médio
A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) apresentou no último dia 27 de fevereiro (2007), um projeto de lei que torna obrigatória a inclusão do conteúdo sobre direitos da mulher no currículo escolar do ensino médio।Para a deputada ''a inclusão obrigatória de conteúdo sobre os Direitos da Mulher nos currículos do ensino médio tem o propósito de utilizar a educação escolar como uma importante dimensão da construção da cidadania e na elevação da auto-estima da estudante no momento em que define os passos futuros de sua vida''.
Alice destaca que ''trazer para o conteúdo curricular do ensino médio o papel da mulher nas diversas etapas da história da humanidade, os motivos e a luta do seu ingresso no mercado de trabalho, as razões econômicas das diferenças salariais entre homens e mulheres, levará inequivocamente a uma maior compreensão de que uma sociedade emancipada não pode manter em subordinação nenhum de seus membros''।
A deputada sugere ainda, dentro do conteúdo da disciplina, ''destaque para as biografias de mulheres como Berta Lutz, Francisca (Chiquinha) Gonzaga, Anita Garibaldi, Maria Quitéria, Luiza Mahim, dentre outras que formam a galeria honrosa de mulheres que ousaram inovar no Brasil''.
De BrasíliaGustavo Alves
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