quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Lei garante vínculo das gestantes com maternidade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que garante o direito à gestante atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de conhecer e vincular-se a uma maternidade antes do parto. A lei, de autoria da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), determina que a grávida também saberá previamente em qual unidade de saúde será atendida nos casos de intercorrência pré-natal.
Segundo Erundina, a nova legislação acabará com a indefinição a respeito da maternidade até momentos antes do nascimento da criança, o que ocasionava total insegurança para os pais, demonstrando assim a falta de planejamento e de organização dos serviços de saúde.
"A peregrinação, de porta em porta, na busca por vaga em maternidades freqüentemente lotadas e inaptas a realizar partos mais complicados gera centenas de casos de partos de emergência e é fruto da falta de estrutura", explica a deputada.
Conforme a lei, em vigor em todo o País desde o final do ano passado, a vinculação da gestante à maternidade deve ser feita no ato de inscrição no programa de assistência pré-natal nos serviços municipais de saúde, sob a responsabilidade do SUS. O hospital ao qual se vinculará a futura mãe deverá ser comprovadamente apto a prestar a assistência necessária de acordo com a situação de risco gestacional.
O texto afirma ainda que o Sistema Único de Saúde analisará os pedidos de transferência da gestante, em caso de comprovada falta de aptidão técnica e pessoal da maternidade. O SUS também cuidará da transferência segura da parturiente.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Projeto de Alice Portugal quer acabar com revista íntima

A igualdade dos sexos garantida na Lei ainda é desrespeitada muitas vezes na vida e no cotidiano das mulheres. Um grande número de trabalhadoras são constrangidas a se submeterem diariamente à prática da revista íntima ao fim da jornada de trabalho. Para acabar com essa prática, a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) apresentou um projeto de lei que proíbe as empresas a adotarem essa prática.
"As empresas privadas, os órgãos públicos da administração direta e indireta, as sociedades de economia mista , as autarquias e as fundações em atividade no País ficam proibidos de adotar qualquer prática de revista íntima de suas funcionárias por parte dos empregados ou seus prepostos", estabelece o projeto.
A parlamentar comunista justifica a sua preocupação com o assunto, afirmando que as empresas que adotam essa prática desrespeita a Constituição Federal, que diz: “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas”.
Para Alice, "o acesso da mulher ao mercado de trabalho e sua permanência nele é um dos meios mais importantes para exercer a igualdade e respeitos conquistados e consagrados na Constituição brasileira. Portanto, o objetivo que temos ao reapresentar este Projeto de Lei, originalmente de autoria da ex-deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), é garantir e assegurar à mulher o direito ao trabalho sem ter sucessivamente sua intimidade violada".
Pela proposta da deputada, a empresa que descumprir a lei estará sujeita a penalidades, que são pagamento de multa de 50 (cinqüenta) salários-mínimos, na data de ocorrência do auto na empresa ou empregador; suspensão do funcionário da empresa que procedeu à revista por 30(trinta) dias, em caso de reincidência; e, em caso de nova reincidência, o empregador ficará sujeito à detenção de 6(seis) meses a 1(um) ano.

De Brasília
Márcia Xavier

Parlamentar quer cotas para negros no mercado de trabalho

Cotas de vagas em empresas para os trabalhadores pretos e pardos. A exemplo da política implementada nas universidades, o deputado Evandro Milhomen (PCdoB-AP) quer garantir, em lei, que as empresas reservem um percentual de 20% das vagas para contratar empregados pretos e pardos.
Para o deputado, a constituição proíbe a discriminação de sexo, idade, cor e estado civil para estabelecer diferenças de salários, funções e critério de admissão nas empresas. Mas, segundo ele, "a rigidez legal não impede que a população negra, por motivo de cor, seja excluída do mercado de trabalho brasileiro, tendo em vista a dificuldade encontrada pelos prejudicados em provar tal discriminação".
Para garantir o ingresso dos negros no mercado de trabalho, o parlamentar sugere uma lei que obrigue as empresas com 20 ou mais empregados a empregar número de pessoas pretas e pardas equivalente a, no mínimo, 20% dos trabalhadores existentes em todos os seus estabelecimentos.Leia mais clicando no titulo.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Jovens feministas realizam primeiro encontro nacional

O evento será realizado entre os dias 15 e 18 de fevereiro, em Fortaleza, e conta com o apoio da SPM e da Secretaria Nacional de JuventudeSerá realizado entre os dias 15 e 18 de fevereiro o I Encontro Nacional de Jovens Feministas na cidade de Fortaleza (CE), que visa consolidar a criação da Articulação Brasileira de Jovens Feministas e fortalecer a agenda política para as mulheres jovens.O encontro é fruto da mobilização da Articulação Brasileira de Jovens Feministas, idealizado durante a II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, e conta com o apoio da Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres (SPM) e da Secretaria Nacional de Juventude. Estima-se que, aproximadamente, cem mulheres jovens vão participar do evento.A pauta do evento consiste em definir a jovem que representará a entidade no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM); revisar o documento “Mulheres Jovens construindo políticas públicas”; e planejar as ações da entidade para este ano. No último dia do encontro (18/02), será realizada uma Conferência Livre de Mulheres Jovens com caráter preparatório à Conferência Nacional de Juventude. Na ocasião, as participantes vão discutir políticas públicas para a juventude e mulheres.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

'Bom Dia Brasil' mostra comercial onde negro não entra

Graças ao bom Deus que no Brasil não há racismo, preconceito racial, segregação e coisas parecidas. Aqui, não! Vivemos , num tom cordial, na maior democracia racial. Claro, não vamos nos comparar nem com o racismo do Ku Klux Klan dos EUA em décadas passadas, nem com o Apartheid da África do Sul.
Mas o fato está aí. Dia 9 de janeiro, às 7h40 da manhã, passou um comercial durante o telejornal Bom dia Brasil. Nada de excepcional. Ninguém pelado, ninguém esquartejando o vizinho frente às câmaras. Nada disso. Coisa simples, um simples comercial de uma massa de macarrão. Uma tal Massa Renata.

Mas o simples, corriqueiro, absolutamente normal é que me apareceu impressionante. Num ritmo muito dinâmico, de um comercial de ganhar prêmios lá fora, desfilam na nossa frente um monte de pessoas, todas alegres, felizes, de bem com a vida. Passam na escola, em casa e, sobretudo, na mesa.

Sim, todos brancos, 99% loiros, de olhos azuis ou verdes. Todos bonitinhos, bem arrumadinhos. Exatamente... todos brancos. Nada contra se estivéssemos na Finlândia, ou Suécia. O problema é que estamos no Brasil. E neste país, embora a chamada elite não goste, há muitos negros, tantos que o torna um dos maiores países de população negra do planeta. Leia mais clicando no titulo.

R$ 2 milhões para combate à Violência contra a Mulher

A Bahia será um dos estados prioritários a receber os recursos do Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, com R$ 2 milhões, no mínimo. A informação foi dada ontem (9) pela secretária-adjunta de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Aparecida Gonçalves, no auditório da Secretaria do Planejamento (Seplan), no CAB, em Salvador, durante a apresentação do Pacto.Para que o conjunto de ações pelo enfrentamento à violência contra a mulher seja desenvolvido no Brasil, o Pacto prevê recursos de R$ 1 bilhão. O objetivo é reduzir os índices de Violência Contra as Mulheres, promover uma mudança cultural a partir da disseminação de atitudes igualitárias e valores éticos, garantir e proteger os direitos das mulheres em situação de violência, com atenção especial às mulheres negras, indígenas e aquelas que vivem nos campos e nas florestas.A implementação do Pacto Nacional na Bahia será coordenada pela Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade (Sepromi). O titular da pasta, Luiz Alberto Santos, disse que é um compromisso de Governo do Estado participar das ações de enfrentamento à violência contra a mulher de forma integrada com as instâncias governamentais e a sociedade civil.Utilizando como base a transversalidade nas políticas públicas, de 2008 a 2011 o modelo de gestão traçado espera reduzir ou extirpar indicadores de violência de gênero direcionando recursos para um conjunto de ações nas áreas de saúde, segurança, justiça, educação, cultura e assistência social.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Homem bêbado bate na mulher e a mantém em cárcere privado

Por volta das 4 horas do último sábado (22), a Polícia Militar prendeu Erivaldo Santos Lima, acusado por populares de ter espancado sua companheira, identificada como Marinalva Fernandes da Silva. O casal mora no bairro Santo Antonio.A mulher foi encontrada com lesões aparentes. Outras informações deram conta de que desde as 20 horas do mesmo dia o homem havia trancado a esposa em casa, impedindo-lhe de sair e agredindo-a com socos e pontapés. O PM informou na delegacia de polícia que o acusado estava em estado de embriaguez.

Tariq Ali: O domínio militar é tragédia paquistanesa

Mesmo aqueles dentre nós que criticavam severamente o comportamento de Benazir Bhutto e as políticas que ela adotou quando estava no poder e depois de perdê-lo se sentem atônitos e enraivecidos diante de sua morte. Indignação e medo tomam o país uma vez mais. Foi essa estranha coexistência entre despotismo militar e anarquia que gerou as condições que resultaram no assassinato de Benazir.Por Tariq Ali*
No passado, o governo militar tinha por objetivo preservar a ordem. Mas isso deixou de ser verdade. Hoje, o domínio militar cria desordem e destrói o domínio da lei. Que outra explicação poderíamos encontrar para a demissão do presidente e de oito outros juízes da Suprema Corte paquistanesa por terem tentado sujeitar a polícia e os serviços de informações aos ditames da lei? Os substitutos não têm firmeza moral para tomar providência alguma, quanto mais conduzir a investigação sobre os delitos das agências, a fim de encorajar a revelação da verdade por trás do assassinato cuidadosamente organizado de uma importante líder política. Leia mais clicando no titulo.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Mãe afirma que eletricista tentou estuprar a sua filha

Mesmo preferindo não se identificar, a mãe de uma criança de apenas sete anos resolveu denunciar a tentativa de estupro que a sua filha teria sofrido de um eletricista de prenome Erismar, bem como as ameaças que o agressor estaria fazendo às duas. A mãe da menina é vendedora autônoma e mora no bairro Sarinha, na invasão conhecida como Gogó de Ema. Ela garante que a criança revelou a agressão depois que um vizinho, revoltado com a atitude do eletricista, denunciou o caso, por telefone, ao Serviço Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Conferência nacional irá debater direitos de crianças e adolescentes

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) em parceria com o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) realiza esta semana, a 7ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. No encontro, que será realizado no período desta segunda-feira, 3, a 6 de dezembro no Marina Hall, em Brasília, serão definidas estratégias para a implementação de políticas nas áreas de medidas sócio-educativas e convivência familiar.
O tema central é Concretizar Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes: Um Investimento Obrigatório. A cerimônia de abertura, às 18h desta segunda-feira, terá a presença do ministro Paulo Vannuchi, da SEDH/PR.

Para o deputado Pedro Wilson (PT-GO), a sociedade está cansada de denúncias e por isso são necessárias ações propositivas do Estado, como medidas sócio-educativas para se reverter esse quadro. "Notícias recentes revelam que dois terços dos jovens detidos acabam voltando para a vida de crime. Devemos mudar esse quadro para que a sociedade acredite que há possibilidades de se fazer políticas públicas para inclusão do jovem, tanto no aspecto social, quanto familiar e educacional", disse.

Segundo a presidente do Conanda e subsecretária da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da SEDH, Carmen Oliveira, o caráter da conferência deliberativo será o diferencial dessa sétima edição em relação às conferências realizadas até agora. "As anteriores tinham caráter indicativo. Delas resultavam recomendações ao poder público. O que for decidido comporá ações que o governo, o Conanda e sociedade civil terão que colocar em prática", explicou Carmen. A Conferência trará uma inovação este ano na forma de participação dos meninos e meninas. Leia mais clicando no titulo.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Convite 16 dias de Ativismo

A SEPROMI- Secretaria de Promoção e Igualdade da Bahia, convida a todos e todas ativistas dos Movimentos Sociais, ONGs, Associações, Sindicatos e Partidos Políticos de toda a Região Sul, para participarem da comemoração dos 16 Dias de Ativismo.

Data- 05/12/2007
Horário- 15:00 horas
Local- Auditório da API/APLB
Endereço- Praça Adami
Cidade- Itabuna-BA

Presença da Superintendente da SEPROMI:Ana Maria Pereira Castelo

Contato
SEPROMI Fone- 71 3115-5117

Repassando:
Zilma Vasconcelos- 73 9132-8982
UBM-União Brasileira de Mulheres- núcleo-Itabuna.
Coordenadora de Movimentos Sociais

Teleconferência será na próxima segunda-feira. Participe!

Com o tema Está na Lei. Exija seus Direitos. Lei Maria da Penha, será realizada no próximo dia 03 de dezembro, das 10 às 12h, a segunda teleconferência da Edição 2007 da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. O programa terá duas horas de duração, dois blocos e transmissão ao vivo para todo o País, diretamente do estúdio da Embrapa, em Brasília, com interatividade pelo telefone 0800, fax e e-mail, que serão disponibilizados e informados no próprio dia do evento. Qualquer pessoa poderá assistir e participar por meio de antena parabólica, de nosso parceiro NBR/Radiobrás e Sky.

O primeiro bloco terá como tema a Campanha 16 Dias de Ativismo: 17 anos de luta e um ano de Lei Maria da Penha e contará com a presença de Marlene Libardoni, diretora executiva da Agende Ações em gênero e Cidadania (AGENDE) e coordenadora da Campanha e da ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM). Também haverá entradas ao vivo de repórter entrevistando autoridades e especialistas. leia mais clicando no titulo.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Congresso da UBM aprova carta às mulheres brasileiras

O Congresso da União Brasileira de Mulheres reuniu em Luziânia, Goiás, cerca de 500 mulheres de 23 Estados. Na plenária final o Congresso aprovou uma carta às mulheres brasileiras, lida por Ana Rocha, primeira editora da revista Presença da Mulher, que foi aprovada por aclamação.
Carta às Mulheres Brasileiras

Nós, mulheres brasileiras reunidas no 7º Congresso Nacional da UBM – União Brasileira de Mulheres - temos como meta dos dias presentes a conquista de um país desenvolvido, soberano, socialmente equilibrado e ambientalmente construído. Queremos que o Brasil ouse produzir mais riqueza para atender à melhora da vida de sua gente. Buscamos um projeto nacional que promova não só a prosperidade econômica, mas o avanço da igualdade social e das liberdades políticas.
Na busca pelo desenvolvimento, a mulher sabe que, sem sua participação direta nas instâncias de decisão não haverá avanço. Por isso ela faz da conquista de espaços de poder e de políticas que promovam sua autonomia econômica e financeira as duas vias por onde deve caminhar a sua emancipação.
Como parte dessa construção defende medidas que contemplem as mulheres no Plano de Aceleração do Crescimento – PAC, implementado pelo Governo Lula. Precisa-se de um PAC para as mulheres, com linhas de crédito para as empreendedoras urbanas, para as de baixa renda, em especial para as chefes de família, para as trabalhadoras rurais, quilombolas, pescadoras e indígenas, com recursos para a economia solidária.
Um PAC feminino tem de incluir medidas que melhorem a vida cotidiana das mulheres como equipamentos sociais - creches, lavanderias coletivas, áreas de lazer e de atividades culturais. A universalização do saneamento, luz para todos e habitação para a população de baixa renda e uma política de segurança são exigências para garantir uma melhor qualidade de vida e ambiental e para minimizar o peso das atividades domésticas.
Um PAC feminino tem que estimular o acesso das mulheres ao mercado de trabalho, com garantia de direitos trabalhistas, registro em carteira, igualdade salarial, redução de jornada, elevação da presença das mulheres no Plano Nacional de Qualificação e nos encaminhamentos do Sistema Nacional de Emprego.
Para garantir sua inclusão no desenvolvimento as mulheres buscarão ampliar seus espaços de poder. As eleições municipais de 2008 serão um momento decisivo para dar um salto na sua participação. Exigirão de todos os partidos que seja cumprida a cota mínima de candidaturas para cada sexo; que se reproduza a cota mínima também para os cargos de direção partidária; e que sejam realizadas atividades de formação e qualificação para o exercício das funções legislativas e executivas com os recursos do fundo partidário;
Sabemos que, sem a participação direta da mulher nada será alcançado. Por isso nós mulheres presentes ao 7º Congresso Nacional da UBM exigimos da sociedade e do Estado que fortaleça a democracia contribuindo para levar a mulher aos espaços de poder.

Luziânia, 23 a 25 de novembro de 2007.
UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

NÃO EXISTE DEMOCRACIA SEM PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES

UBM/BA:
A sub-representação feminina nos diversos espaços de decisão na sociedade foi de longe o tema mais debatido no Encontro Estadual da União Brasileira de Mulheres realizado nesta quinta-feira(15/11), no auditório do Sindicato dos Bancários da Bahia, em Salvador. Mulheres filiadas à entidade, de 12 municípios baianos, incluindo a capital, participaram do debate preparatório do 7º Congresso Nacional da UBM que acontece em Luziânia, Goiás, nos dias 22 a 25 /11.

Os temas Mulher e Poder e Os impactos de neoliberalismo na vida da mulheres foram desenvolvidos, respectivamente, pela deputada federal Alice Portugal e pela integrante do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher, Julieta Palmeira, ambas integrantes do Fórum Nacional de Mulheres do PCdoB. A origem da opressão da mulher e sua relação com a questão do poder foi abordada por Alice que lembrou a impermeabilidade do parlamento brasileiro para as mulheres e defendeu medidas para a ampliação da participação feminina. Para a deputada comunista, “a qualidade é fundamental” e isso significa eleger mulheres comprometidas com a luta feminina.
Ao abordar os impactos de neoliberalismo na vida da mulheres, Julieta Palmeira defendeu a necessidade das mulheres se incorporarem ao movimento pela reforma política, urbana, tributária, agrária e educacional que têm relação com uma plataforma de lutas a ser aprovada no congresso da entidade. Entre essas lutas, de acordo com Julieta, está o desenvolvimento de políticas que representem o resgate dsa dívida que a democracia tem com as mulheres que é o de superar a sub-representação feminina nos espaços de poder rumo à paridade de participação entre homens e mulheres.

CONGRESSO NACIONAL DA UBM


Congresso UBM

Nos próximos dias 22 e 25 de novembro acontecerá em Luiziânia, Goiás, o 7º Congresso da UBM. Do núcleo Itabuna estarão participando 4 coordenadoras da executiva da entidade emancipacionista; Audaci Berilo, Flávia Layane Oliveira, Zilma Vasconcelos e Sônia Barros.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

VII CONGRESSO DA UBM: OUSADIA RUMO Á EMANCIPAÇÃO

(...) “lutamos por um novo Brasil onde a exploração e a opressão, hoje presentes, passem a ser apenas uma página do passado na história de um povo que viverá uma nova sociedade de iguais, uma sociedade socialista. Queremos um mundo de igualdade. Para nós e para os que virão depois”.(Manifesto de fundação da UBM,1989).
Uma vida de lutas, resistências e conquistas é como podemos identificar as mulheres brasileiras e do mundo que, no dia a dia, têm construído novos espaços de organização e conquistado direitos rumo à cidadania e à emancipação. Neste inicio do 3º milênio avaliamos nosso protagonismo na história de conquistas por meio de lutas e como produtoras de riqueza. Construímos, dia a dia, e mantivemos nossa presença em espaços que nos tornaram visíveis resistindo ao preconceito na luta para romper com o atraso institucional e cultural, superando valores e papéis tradicionais que ainda nos submetem e oprimem. Os registros indicam que as primeiras conquistas específicas das mulheres se deram não só por meio do combate às restrições dos seus direitos, mas na luta pela eliminação das barreiras que impediam o seu desenvolvimento como pessoas, que se caracterizou na luta pela igualdade legal. Reivindicavam a substituição da dupla moral por um só valor e exigiam o direito ao voto, ao sufrágio universal, ao acesso à educação formal e à formação profissional – por fim, levantando já no século passado, a bandeira de luta pelo Socialismo. A UBM nasce em 1988 em um Congresso, convocado pela Revista Presença da Mulher, com mais de mil mulheres, tendo como orientação teórica as reflexões e a elaboração da Corrente Emancipacionista que foi sendo formulada no contexto de lutas pela democratização no Brasil. A semente para as reflexões estava na situação histórica das relações de exploração do trabalho e no reconhecimento da situação de opressão das mulheres, entendendo o trabalho como fundamental para garantir a autonomia e emancipação social. Na época, respaldadas pela realidade da situação enfrentada pelas mulheres no mercado de trabalho e sua presença na resistência à ditadura militar, reforçou a compreensão da necessidade de estarmos organizadas em uma entidade ampla de mulheres com uma plataforma de questões específicas sobre a vida e situação das mulheres - pois elas são exploradas e oprimidas – relações imbricadas de classe e de gênero, daí a nossa chamada: Por um mundo de igualdade contra toda opressão.Hoje, além de direitos legais, conquistamos políticas públicas, como resposta do Estado brasileiro às reivindicações das mulheres e o desafio está em garantir a implementação e efetivar estas políticas como políticas de Estado. É dever cotidiano estarmos nos espaços de controle social, vigilantes, frente ao não cumprimento de boa parte dos direitos legais das mulheres na vida, - daí nossa luta por Igualdade na lei e na vida. Se por um lado, garantimos conquistas, por outro, a reação do poder nos coloca em constante vigilância, enfrentando a negação de nossos direitos que se manifesta quando as reformas neoliberais ameaçam os nossos direitos conquistados numa realidade em que é flagrante a feminização da pobreza, a situação de precarização e a discriminação enfrentada pelas mulheres no trabalho, por isso, nossas bandeiras: Nenhum direito a menos, alguns direitos a mais e, pela Valorização do trabalho da mulher.Neste VII Congresso da UBM: Ousadia rumo a emancipação, nós, mulheres organizadas, multiplicaremos nossas forças para continuarmos denunciando o modelo econômico neoliberal que fragmenta o trabalho e as pessoas em sua identidade, destrói valores humanos, desconsidera a cultura dos povos, enfim, precariza a vida, principalmente das mulheres que ainda continuam vivenciando a discriminação, o preconceito, as oportunidades desiguais no mercado de trabalho, a violência doméstica e no trabalho, o assedio moral e sexual, a falta de creches. São precários os serviços/atendimento em saúde que evitariam o alto índice de mortes maternas, faltam serviços públicos que garantam os direitos sexuais e reprodutivos, direito de decidir sobre seu próprio corpo, para isso a chamada: Aborto - a mulher decide, a sociedade respeita e o Estado garante.
No âmbito da esfera e estrutura de poder, o momento exige uma reforma política democrática e o desafio está em consolidar a democracia, mas, com uma maior participação das mulheres nas esferas de decisão, em funções e cargos de poder, em proporção representativa, principalmente na esfera parlamentar e nos partidos políticos daí nossa chamada: Sem as mulheres no poder, a democracia está pela metade: um homem, uma mulher.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Deputada Jô Moraes quer o PAC para Mulher

A conferência nacional que a União Brasileira de Mulheres (UBM) promove de 22 a 25 de novembro, em Luziânia (GO), mereceu cumprimentos da deputada Jô Moraes (PCdoB-MG). Em discurso no plenário da Câmara, a parlamentar destacou o evento como momento que contribuirá para que as mulheres do Brasil possam exercer seu papel no desenvolvimento do País. "Nesse processo de debate, precisamos compreender que o Brasil discute o PAC em várias áreas — saúde, educação, infra-estrutura — , mas queremos o PAC para a mulher".

Socialismo e feminismo

Para Kátia Souto, da Executiva Nacional, "a entidade destaca como diferencial em sua atuação a expressão do emancipacionismo na sua dimensão teórica mais profunda, que é a luta pelo socialismo, por entender que a verdadeira emancipação das mulheres integra-se a emancipação social de homens e mulheres".
Citando a líder comunista Loreta Valadares, Kátia Abreu afirma que "na compreensão da necessidade de que a luta contra a opressão de gênero se insere na luta contra os elos de opressão e pela conquista de uma sociedade radicalmente nova, sem discriminação de sexo/gênero, de raça e de classe".
Três desafios

Kátia Souto elenca três grandes desafios para a entidade. O primeiro desafio é no campo teórico. "Não podemos imaginar que a luta contra a violência contra a mulher não faça parte da luta contra a violência social, contra a desigualdade social e por um mundo do trabalho que insira a mulher na sua condição de sujeito da história".
segundo desafio é saber traduzir em ação política essa concepção. "Para isso, é preciso estabelecer bandeiras de luta que expressem essa linha política", afirma a líder feminina.
O terceiro desafio é alcançar equilíbrio entre a luta pela emancipação social e a luta pela emancipação das mulheres. A dirigente identifica como uma grande dificuldade inserir na luta emancipacionista feminina as mulheres que atuam em outras lutas sociais, como a sindical, a estudantil, a comunitária entre outras. A proposta é incluir em todas essas frentes de atuação a discussão sobre os processos discriminatórios que no cotidiano existem e como construir nesse espaço a luta emancipacionista da mulher.Leia mais clicando no titulo.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Professores querem que PDE valorize categoria e a educação

Representantes do Ministério da Educação (MEC) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) debatem nesta terça (6) e quarta (7), as ações propostas pelo Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Segundo a presidente da CNTE, Jussara Dutra, a categoria quer que a profissão de professor seja valorizada pelo plano para que a educação no Brasil possa melhorar.
Em entrevista ao programa Revista Brasil da Rádio Nacional AM, ela disse que os professores vão sugerir propostas de aperfeiçoamento do plano ao MEC.

“Achamos que o plano pode dar mais potência à educação no Brasil. Pode-se constituir realmente num instrumento, desde que os recursos estejam disponíveis e nós possamos também ter, dentro do plano, a perspectiva da valorização profissional dos educadores brasileiros. E que nós tenhamos as metas claras, no sentido da inclusão e ampliação da oferta, especialmente, na educação infantil, média, de jovens e adultos”.

Jussara afirmou que o objetivo do debate é pensar num plano estratégico de educação que permaneça, mesmo com a mudanças dos governos federal, estaduais e municipais. Leia mais clicando no titulo.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Mulheres se encontram com ministro na discussão sobre Previdência

O ministro da Previdência, Luiz Marinho, e as mulheres reunidas no Fórum Itinerante da Previdência Social, se encontraram na manhã desta quarta-feira (31) na porta do prédio do Ministério. O ministro disse que a apresentação das resoluções do Fórum Nacional não esgota a discussão porque o assunto é polêmico. As mulheres, que tem uma opinião consensuada, apresentaram as propostas delas para a inclusão previdenciária e a proteção social das mulheres trabalhadoras da cidade e do campo.
Jô Moraes acompanha discussões entre mulheres e ministro.
A deputada Jô Moraes (PCdoB-MG) esteve no encontro entre o ministro e as mulheres, que ocorreu na tenda armada pelo Forum Itinerante, desde terça-feira (30), em frente ao prédio do Ministério, para fazer discussão paralela ao Fórum Nacional da Previdência Social. Jô concorda com o ministro de que o assunto deve ser intensificado e ampliado.
À tarde, na audiência das mulheres com a bancada feminina da Câmara, a deputada comunista alertou às mulheres que ''não é oportuno que tramite, nesse momento, nessa Casa, qualquer reforma da previdência, porque há uma correlação de força desfavorável aos trabalhadores''. Leia mais clicando no titulo.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Nova Coordenação da UBM - Itabuna 2007 - 2010


Foi com muito êxito que na ultima terça – feira foi escolhida a nova coordenadora geral da União Brasileira de Mulheres – Núcleo Itabuna a professora Audaci Berilo Alves, e em seguida a coordenação executiva que foi composta por Alineci Cardoso – Coordenadora de organização e Secretaria, Tânia Maria Macedo – Coordenadora de Finanças, Sonia Barros – Coordenadora de Projetos, Flávia Layane – Coordenadora de Comunicação, Solange Costa – Coordenadora de Formação, Zilma Vasconcelos - Coordenadora de Inter – Entidades e Jennyfer Almeida Menezes – Coordenadora de Eventos.
A nova Coordenadora da UBM tem como meta a ampliação do movimento de mulheres emancipacionistas para promovendo encontros, debates, seminários e ações de combate à violência contra mulher.
A luta feminista tem raízes no século XIX e fortaleceu-se no decorrer da primeira metade do Séc XX, com a inserção das mulheres no mercado de trabalho. Hoje, mesmo com a grande participação nas mais variadas carreiras, as mulheres ainda ganham menos e ainda, por fatores culturais, acumulam as funções de mãe e mulher, a chamada dupla ou tripla jornada.
Os desafios da mulher na atualidade são grandes, pois existe um dilema entre a carreira profissional e a família.
Para tanto, conclamamos todas as mulheres a se engajarem nesta luta justa. Para se conscientizarem e ampliarem suas conquistas políticas e sociais.