Magistrado é contra Lei Maria da Penha e diz que "o mundo é masculino" São Paulo - A Lei Maria da Penha, sancionada em agosto de 2006 pelo presidente Lula, aumentou o rigor nas penas para agressões contra a mulher no lar. Assim, como qualquer norma que diminua a violência e que proteja o ser humano de barbáries, a Lei Maria da Penha é louvável mas, infelizmente, não é respeitada em todo o Brasil.
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
JUIZ DE MINAS GERAIS CONSIDERA PROTEÇÃO À MULHER"DIABÓLICA"
Magistrado é contra Lei Maria da Penha e diz que "o mundo é masculino" São Paulo - A Lei Maria da Penha, sancionada em agosto de 2006 pelo presidente Lula, aumentou o rigor nas penas para agressões contra a mulher no lar. Assim, como qualquer norma que diminua a violência e que proteja o ser humano de barbáries, a Lei Maria da Penha é louvável mas, infelizmente, não é respeitada em todo o Brasil.
domingo, 21 de outubro de 2007
UMA INTERVENÇÃO PARA SALVAR A VIDA DA MULHER
Nos países em desenvolvimento, mais de meio milhão de mulheres morrem anualmente por causas relacionadas à maternidade. Quase todas estas mortes poderiam ser evitadas. Os esforços para evitar as mortes maternas conseqüentes de uma causa principal—as complicações do aborto em condições de risco—são cruciais, mas inadequados em grande parte do mundo. A prestação de uma atenção médica apropriada, imediatamente, poderia salvar a vida de milhões de mulheres. O oferecimento de planejamento familiar poderia evitar muitas gravidezes imprevistas e os conseqüentes abortos em condições de risco no futuro.
O aborto que ocorre em condições de risco causa entre 50.000 e 100.000 mortes anualmente. Em alguns países, as complicações do aborto em condições de risco causam a maioria das mortes maternas e, em outros países, são as causas principais de morte da mulher em idade reprodutiva.
A Organização Mundial da Saúde calcula que cada ano, até 20 milhões de abortos ocorrem em condições inadequadas e que entre 10% e 50% das mulheres que abortam requerem atenção médica por complicações. Ainda, muitas mulheres também precisam de atenção depois de um aborto espontâneo (perda da gravidez). Em 86 hospitais de um país, por exemplo, cada mês cerca de 28.000 mulheres procuram tratamento para as complicações de abortos em condições inadequadas ou de abortos espontâneos.
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Seis meses para a mãe
As relações de trabalho mudaram. Trabalhar de casa, sem carga horária definida, é cada vez mais comum em muitas empresas. E a participação das mulheres no mercado de trabalho vem aumentando. É uma conquista de espaço e de direitos.Na quinta-feira (18), o Senado aprovou um projeto que aumenta a licença-maternidade de quatro para seis meses. A medida é opcional e ainda precisa ser aprovada na Câmara.
Ela facilita ou cria problemas para mulheres no mercado de trabalho? O que a empresa ganha em troca? O projeto prevê desconto no Imposto de Renda das empresas que adotarem a licença ampliada.
A proposta foi baseada em uma recomendação da Organização Mundial de Saúde. Seis estados, 58 municípios e algumas empresas privadas já ampliaram a licença-maternidade de suas funcionárias.
Carlos Eduardo tem quatro meses. Com o fim da licença-maternidade, a mãe deveria voltar ao trabalho, mas conseguiu garantir mais um mês com o bebê.
“No meu caso, eu tirei um mês de férias para juntar com a licença, porque quatro meses é pouco. Seis meses seriam o ideal”, comenta a funcionária pública Brenda Lima.
O que é ideal para Brenda foi aprovado pelo Senado. Além dos quatro meses de licença atuais pagos pela Previdência, a mãe poderá tirar outros dois. Nesse caso, o custo ficaria por conta do empregador, que teria o direito de descontar o valor no Imposto de Renda.
A licença mais longa é opcional. A funcionária tem que pedir, e as empresas ou órgãos públicos ficam livres para conceder ou não a vantagem. A proposta ainda tem que ser aprovada pela Câmara.
Em outros países, o tempo de licença maternidade varia muito. Enquanto que na Tunísia é de 30 dias e nos Estados Unidos é de 84 dias, na Suécia a mãe fica 480 dias com o bebê.
Para o jurista e professor de Direito da Universidade de Brasília (UnB), Victor Russomano, aumentar a licença-maternidade para seis meses é positivo. Mas, por outro lado, pode reduzir as chances da mulher no mercado de trabalho.
“Deve-se ter, todavia, uma preocupação que o excesso de proteção não se transforme na prática em um limite no mercado de trabalho à empregada, principalmente em determinadas faixas etárias ou estado civil em função da provável gravidez”, afirma o professor Victor Russomano.
A senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) respondeu a essa observação. Lembrou que muitos disseram que as mulheres iriam ter problemas para ter acesso ao mercado de trabalho quando, em 1988, a Constituição ampliou a licença-maternidade de três para quatro meses.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Mãe de crianças violentadas pede justiça
Depois de denunciar o próprio marido, o aposentado Valter da Conceição, 50 anos, por violentar o próprio filho e o enteado, Madalena Santos Souza, residente no bairro Maria Pinheiro, esteve na manhã de ontem no Departamento de Polícia Técnica de Itabuna para que os dois filhos – um de 2 anos e 4 meses e outro de 6 anos – fossem submetidos a exame de corpo de delito. “Meus dois filhos fizeram exame e o médico comprovou que as crianças foram violentadas”, afirma Madalena Souza. Em tom de desespero, ela pede que a justiça seja feita. “Sei que ele está preso, mas espero que a justiça seja feita e não solte este homem da cadeia”, clama.Madalena pede que a justiça seja feita eque o seu ex-marido permaneça na cadeia
Valter da Conceição foi preso no início da noite de sexta-feira (5), depois de Madalena ouvir o filho de 6 anos contar que o padrasto havia penetrado o dedo em seu ânus. “Eu havia chegado há pouco tempo do trabalho, quando vi meu filho arrumado para ir para escola. Ao tentar concertar a roupa dele, vi que a ponta da camisa estava suja de sangue. Perguntei insistentemente ao menino, e ele terminou contando o que Valter havia feito”, relata a mãe do garoto. Ela conta que, atordoada, sem saber o que fazer, ainda trabalhou o período da tarde, quando ao retornar para casa, no final do expediente, acionou a Polícia. “Ele deu uma de valente querendo me matar, mas não acreditava que a Polícia atenderia meu chamado, por isso não fugiu”, diz.Madalena diz que o marido Valter da Conceição era uma pessoa confiável, por isso ela passava o dia todo trabalhando fora de casa, enquanto que ele cuidava das crianças, já que recebia um benefício e não trabalhava. “A minha casa ficava na mão dele. Eu confiei muito, ele era uma pessoa que eu confiava demais, mas lesou minha confiança. Fazer isso com meus dois filhos, sendo que um é dele também!”, desconsola-se.Desesperada, a mulher diz que agora já não tem como confiar plenamente em qualquer um dentro de sua casa. “Um conselho que eu quero dar para as mulheres é que aquelas mães que tiverem seus maridos sozinhos com filhos em casa, e achar que confiam neles, abram o olho, fique de olho aberto para não passar por situações como essa que eu e meus filhos estamos passando”, alerta.
Ameaças
Movimento negro quer feriado nacional em homenagem a Zumbi
Organizações do movimento negro querem tornar feriado nacional o dia 20 de novembro, data em que o ícone da resistência negra à escravidão, Zumbi dos Palmares, foi assassinado. A proposta foi discutida na 3ª Assembléia Nacional do Congresso de Negras e Negros (Conneb), realizada de 11 a 14 de outubro em São Paulo. Desde 1978, a data foi transformada em Dia Nacional da Consciência Negra pelos movimentos.Marcha na Paulista em 2006 reuniu 20 mil
“Achamos que Zumbi dos Palmares também merece um feriado da mesma forma que Tiradentes. Um feriado dá um sentido mais simbólico porque é uma data importante para o movimento negro, mas não é tão conhecida pela sociedade em geral”, diz Julião Vieira, membro da coordenação nacional do congresso e da União dos Negros pela Igualdade (Unegro).
Ele lembrou que em alguns municípios o dia 20 de novembro já é considerado feriado. Segundo Julião, em São Paulo, são 15 municípios, além da capital do Rio de Janeiro. As organizações do movimento negro querem agora fazer uma campanha em favor da instituição do feriado por meio de camisetas, seminários e debates.
A Marcha
Em São Paulo, segundo o coordenador nacional da Unegro, Edson França, os movimentos devem mobilizar cerca de 50 mil pessoas no dia 20 de novembro.
''No ano passado mobilizamos 20 mil para a Marcha do Dia Nacional da Consciência na capital paulista. Neste ano, nossa expectativa é que 50 mil participem da manifestação. O tema prinicipal da marcha será a violência. Vamos denunciar o genocídio à juventude negra que ocorre pelas mãos do tráfico e do Estado em todas as capitais brasileiras'', disse Edson ao Vermelho.
O tema da violência também apareceu com força no Encontro Nacional da Juventude Negra (Enjune), realizado no mês passado. Protestos, em várias cidades do país, registraram a insatisfação da juventude com a violência que tem sido praticada, dentro e fora das comunidades, à população negra. Leia mais clicando no titulo.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
A MULHER E A MÍDIA
TV pública, discriminação de gênero na mídia, imagens estereotipadas de mulheres, interatividade, notícia cidadã, foram alguns temas do debate Mulheres e mídia: debates e propostas.
Mais de 200 mulheres de 25 estados brasileiros debateram na última semana de setembro temas como TV pública, a desqualificação das mulheres no poder, uma mídia não-discriminatória, novas fronteiras da mídia e propostas para uma nova agenda política de comunicação. Em sua quarta edição, o Seminário Nacional foi realizado pelo Instituto Patrícia Galvão, com apoio da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e do Unifem. Leia as matérias produzidas pela equipe de comunicação do Seminário, que destacam as principais questões e os debates ocorridos durante esse encontro:
Mesa de abertura - Cultura, comunicação e mídia em um espaço plural de debates; novo eixo da II CNPM tem destaque na mesa de abertura, que se iniciou com uma homenagem a Ednalva Bezerra Mesa 1 - TV pública: Ampliação dos canais de expressão para mulheres? - TV pública no Brasil é bom para as mulheres! as mulheres exigem assento no Comitê Gestor da TV Brasil; em debate o controle social sobre o sistema público de comunicação
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
VEREADOR LUÍS SENA CONVOCA AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA DEBATER EXPLORAÇÃO SEXUAL.
Aconteceu nesta terça-feira, às 15h, no Plenário Raymundo Lima, da Câmara de Vereadores de Itabuna, uma audiência pública que debateu o turismo sexual, a exploração sexual infantil e o tráfico de mulheres.
A iniciativa foi do vereador Luís Sena e contou com a participação de autoridades, representantes de programas sociais, estudantes, pesquisadores e sociedade organizada. A estudante Tatiana Amaral, apresentou ao público presente seu trabalho de mestrado, onde defende tese sobre os temas, enfocando onde a incidência do turismo sexual, do tráfico de mulheres e da exploração sexual infantil é mais intensa nas regiões de maior potencial turístico, como a nossa.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
PERNAMBUCO COMBATE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
Seu objetivo é prevenir, punir e erradicar, em oito anos, a violência contra a mulher no estadoPernambuco saiu na frente ao lançar na última sexta-feira (05/10) o primeiro Plano Estadual de Combate à Violência contra as Mulheres. Elaborado pela Secretaria da Mulher, o plano faz parte do Pacto pela Vida – lançado em março deste ano pelo Governo pernambucano e consiste num conjunto de ações estruturadas, de curto, médio e longo prazo para combater a violência no estado.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
16 DIAS DE ATIVISMO PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES
Teleconferência abre campanha 16 Dias da Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres
A ação mobiliza mais de 135 países há 17 anos e busca fazer com que milhões de pessoas reflitam sobre a violência contra a mulher. Na próxima segunda-feira (08/10), será realizada a Teleconferência Lei Maria da Penha, promovida pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), Agende Ações em Gênero Cidadania e Desenvolvimento (AGENDE) e Associação Brasileira dos Municípios (ABM). O programa de debate dá a largada da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
28 DE SETEMBRO:MULHERES EM LUTA PELO DIREITO DE DECIDIR
Portanto, o ângulo de abordagem da prática do aborto é totalmente distinto daquele colocado pelo “Movimento Pró-vida”, articulação de diversas denominações religiosas. Não está em jogo o direito à uma “vida em potencial”, mas sim a própria dignidade de vidas já em pleno desenvolvimento: vidas de inúmeras mulheres.
Afirmar que a mulher pode escolher ou não pela realização de um aborto legal e seguro significa afirmar o seu direito de dispor sobre seu próprio corpo, isto é, o seu direito à integridade física e o seu controle sobre a própria sexualidade. Isso demonstra de forma mais evidente o como a defesa pelo direito ao aborto possui um caráter de questionamento das estruturas e valores sociais e de imposições de padrões de comportamento sexual. Ele representa o questionamento da maternidade como destino biológico inafastável da mulher.
O entendimento de que a gravidez é algo que traz conseqüências e responsabilidades muito mais pesadas para a mulher, alterações no próprio corpo e no desenvolvimento futuro de sua vida (uma vez que a maternidade é bem mais ampla que a simples gravidez), faz com que se reivindique que cabe à mulher o direito de escolha, pois ela é que deverá arcar com suas conseqüências. Uma igualdade efetiva entre os sexos só é possível a partir da desconstrução e redefinição dos papéis sexuais em todos os âmbitos e também dentro da família.
Somando-se a isso temos que a proibição do aborto também gera profundos problemas para a saúde das mulheres. A possibilidade de ir para a cadeia não impede que milhares de abortos continuem sendo praticados todos os anos, no Brasil e no mundo. Feitos na ilegalidade e, em geral em péssimas condições de higiene, são uma das principais causas da mortalidade feminina decorrente de complicações na gravidez. Conforme relatório da Federação Internacional de Planejamento Familiar (IPPF) todos os anos pelo menos 70 mil mulheres morrem vítimas de complicações do aborto inseguro - praticado ilegalmente e por pessoas não habilitadas. E, como se destaca, as mais atingidas são as mulheres provindas de camadas populares, que não dispõem de dinheiro para pagar um aborto em uma das inúmeras clínicas ilegais existentes que, se supõe, movimentam muito dinheiro.
A legalização e regulamentação do aborto permite que todas as mulheres tenham a possibilidade de ter acesso a informações sobre técnicas seguras de realização de aborto, bem como de apoio psicológico e social, de modo a auxiliá-las nesse processo. Temos as experiências de países que, após a regulamentação, observaram um leve ascenso dos índices de aborto, decorrentes do registro das “cifras ocultas”, seguidos por um descenso continuado até se estabilizar. País sempre citado é a Holanda, onde o aborto é permitido em todo e qualquer caso e que, por sua vez, conta com os menores índices desta prática em toda a Europa.
No Brasil, o problema do aborto segue tão ou mais dramático quanto, com o registro de inúmeras mortes de mulheres devido a complicações da gravidez. O desafio colocado ao movimento feminista é o de procurar ampliar seu debate. É preciso, ganhar legitimidade dentro da sociedade, gerando espaços de debate e articulação, para então ter condições de realizar pressão legislativa.
Desmistificar o discurso “Pró-Vida”, que tenta colocar o Movimento feminista como se fosse “contra a vida”, é a tarefa inicial para criar espaços de diálogo e aliança na sociedade. Vale destacar que a retórica de humanização do feto utilizado pelo Movimento Pró-Vida passa necessariamente pelo da desumanização da mulher. Em todos os materiais distribuídos, nunca é mostrada a mãe, que aparece tão somente como útero continente. O feto é sempre demonstrado como um organismo autônomo, ignorando-se por completo a sua total dependência do organismo materno. Ao reduzir a mulher a uma mera incubadora, desconsidera-se por completo a importância da mãe e seu papel criativo no processo de cuidado e formação do feto, bem como outras opções que ela poderia assumir.
É fundamental reafirmarmos que a luta pelo direito ao aborto é parte indissociável da luta das mulheres por uma vida com autonomia e igualdade em direitos e oportunidades. No dia 28 de setembro, Dia Latino-americano pela Descriminalização do Aborto, convocamos o conjunto da militância a se juntar nas mobilizações pelo direito da mulher de decidir sobre seu próprio corpo!
18,5 MILHÕES DE MULHERES SÃO CHEFES DE FAMÍLIA NO BRASIL.
A esperança média de vida ao nascer no Brasil aumentou de 71,8 anos de idade, em 2005, para 72,4 anos no ano passado, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE. Isso significa que, em relação a 1996, o brasileiro passou a viver, em média, 3,5 anos a mais.
1996, o número de mulheres indicadas como a pessoa de referência da família era de 10,3 milhões. No ano passado, o número subiu para 18,5 milhões. Em termos relativos, esse aumento corresponde a uma variação de 79%.Os dados são relativos a um universo de 57,463 milhões de famílias brasileiras em 2006.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
NOVA COORDENAÇÃO PLENA UBM
No II ENCONTRO UBM, foi apresentada à sociedade itabunense e ao público presente, a nova coordenação plena da União Brasileira de Mulheres- UBM. Esta coordenação é composta por: Sônia Barros,Marisane Mendes, Cristina Vitória, Flávia Oliveira, Tania Macedo, Suzi Mayre Azevedo, Zilma Felix, Maria Eliana Santos, Alineci Cardoso, Roseneide Cairo, Hellade Xavier, Alaide Batista, Jennyfer Almeida, Rosely Azevedo, Kelly Dourado, Seilma Viana, Solange Costa, Sueli Neves, Goreth Varjão, Liamara Bricidio, Gloria Maria,Luciana Pinheiro, Audaci Berilo.(foto texto anterior) II ENCONTRO DA UBM ITABUNA

terça-feira, 25 de setembro de 2007
Polícia desvenda caso da mulher queimada com ácido em Itabuna

Presos apontam mandanteO impressor Roberto Ribeiro, preso no final de semana, em depoimento à polícia apontou o agiota Carlos Fernando de Jesus Luna como o mandante da tentativa de homicídio. “Ele já havia me dito que ia castigar uma mulher”, disse. Ainda de acordo com Ribeiro, um dia antes do crime, Fernando Luna esteve em seu estabelecimento e deixou uma sacola com uma vasilha. “Nesta vasilha tinha o ácido que ele mandou jogar contra a mulher”, afirmou.Roberto Ribeiro ainda disse à polícia que o agiota revelou para ele os motivos da indisposição com a dona de casa. A polícia está investigando o conteúdo destas informações, bem como os motivos que levaram ao crime.
MotoboyO moto-taxista Edinoilson Silva, em entrevista ao Diário do Sul, revelou ter sido usado pelo criminoso, pois não sabia da história. “Paulista chegou à central de moto-táxi e pediu que eu levasse ele para o centro”, lembrou.Edinoilson descreveu como o Paulista fez, minutos antes de queimar a dona de casa. “Ele pediu que eu ficasse numa outra rua e, quando voltou, já foi dizendo: ‘fiz uma parada ali’”, recorda.Tanto “Paulista” como o suposto mandante do crime estão sendo procurados pelos policiais da DEAM
terça-feira, 18 de setembro de 2007
UBM PARTICIPA DO EVENTO SIGA BEM CAMINHONEIRO

segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Fórum sobre Questão da Mulher discute ações para congresso da UBM

É preciso ampliar debate, diz Liége
No que diz respeito ao processo congressual, foi reafirmada a meta de mobilizar, no mínimo, 10 mil mulheres em todos os estados. A plenária final, que acontece em Luziânia, Goiás, deverá contar então com mil participantes.
Como eixos centrais que orientarão a discussão no Congresso estão o impacto do neoliberalismo na vida das mulheres, sua participação política e os espaços de poder; o mundo do trabalho e as mulheres; a corrente emancipacionista e a UBM. “Isto não significa que as chamadas bandeiras específicas não serão contempladas, como saúde, direitos sexuais e direitos reprodutivos, violência contra a mulher, comunicação e mídia, educação e cultura”, disse Liége Rocha, da Secretaria Nacional da Mulher. Transversalmente, a discussão deverá tratar também da questão racial e étnica, geracional e de orientação sexual.
Além disso, a reunião ressaltou que as discussões no processo de realização do congresso precisam priorizar o aprofundamento teórico e político da atuação da UBM, com definição de bandeiras mais mobilizadoras, que reflitam os anseios das mulheres. “A UBM, em toda a sua trajetória, não trabalhou na realização dos seus congressos com teses, mas com documentos orientadores das discussões centrais. Neste, não será diferente”, explicou Liége.Leia mais clicando no Titulo.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
II ENCONTRO DA UBM
UBM PARTICIPA DE SEMINÁRIO PROMOVIDO PELA ONG ACARI
Uma equipe de jovens da Igreja Batista Teosópolis " as Doutoras do Riso", fizeram uma apresentação cultural, num misto de graciosidade, responsabilidade social, amor ao próximo e alegria, contagiando a todas as pessoas presentes.
Os temas bastantes ricos em informações e em todas as mesas temáticas, a presença de mulheres notadamente inseridas no contexto politico- social, enfrentando e encarando o grande desafio que é ser profissional sem perder a essência de ser MULHER.
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
FALECE EDNALVA BEZERRA
GOVERNO FEDERAL X EXPLORAÇÃO SEXUAL
Campanha de conscientização e exigência de documentos são algumas das medidas para combater a exploração de meninas na Central de Abastecimento de São Paulo. Representantes da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), da Subsecretaria de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente (SPDCA), vinculada à Secretaria Especial de Direitos Humanos, e o presidente da Companhia de Entreposto e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), José Gerardo Fontelles, se reuniram, em Brasília, na última quinta-feira (06/09) para definir as providências a serem tomadas em relação à exploração sexual de menores dentro do entreposto, que funciona na Zona Oeste da capital paulista.
CURIOSIDADES
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
LEI FEDERAL INSTITUI DIA BRASILEIRO DE MOBILIZAÇÃO DOS HOMENS PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES.
Conforme publicação do Diário Oficial da União, Edição Número 118, o Presidente da República sancionou, no dia 20 de junho de 2007, a Lei 11.489 que institui o dia 6 de dezembro como o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.
Esta lei reafirma o compromisso do governo brasileiro com a questão da violência contra a mulher e fortalece as ações que vêm sendo desenvolvidas pela Campanha do Laço Branco em todo o país, na medida em que entende que a violência contra a mulher é um problema também para os homens, sendo necessário o engajamento de todos/as em ações pelo fim desta violência.
Fonte: Rede de Homens pela Equidade de Gênero; (Instituto Papai; Promundo; Instituto Noos e Ecos - Comunicação em Sexualidade)
Campanha Brasileira do Laço Branco
Homens pelo fim da violência contra a mulher
www.lacobranco. org.br
GRITO DOS EXCLUÍDOS E EXCLUÍDAS
A UBM convida a todas e todos, a unir-se nesta luta contra a violência, a discriminação, opreconceito e todas as formas de opressão.
Vamos juntos, homens e mulheres, dizer NÃO a privatização da EMASA, contra a venda da Companhia Vale do Rio Doce e votar o plebiscito!
SAÚDE
Traficantes executam menor de 13 anos

VOCÊ SABIA????
DIVULGAÉ necessário chamar a atenção sobre fatos e decisões registrados nas esferas de poder ou em outros espaços sociais e que estão relacionadas com a violência. Por isto o FCCV divulga estas informações, considerando que seu conhecimento contribui para o fortalecimento das ações contrárias à violência.
Copiado de [CMA HIP-HOP INFORMA] em 26 de junho de 2007
LEI FEDERAL INSTITUI DIA BRASILEIRO DE MOBILIZAÇÃO DOS HOMENS PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES.
Em 2004, a Rede de Homens pela Equidade de Gênero assessorou a Deputada Iriny Lopes na elaboração de um projeto de lei, com o objetivo de institucionalizar o dia nacional de mobilização dos homens pelo fim da violência contra a mulher.
Conforme publicação do Diário Oficial da União, Edição Número 118, o Presidente da República sancionou, no dia 20 de junho de 2007, a Lei 11.489 que institui o dia 6 de dezembro como o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.
Esta lei reafirma o compromisso do governo brasileiro com a questão da violência contra a mulher e fortalece as ações que vêm sendo desenvolvidas pela Campanha do Laço Branco em todo o país, na medida em que entende que a violência contra a mulher é um problema também para os homens, sendo necessário o engajamento de todos/as em ações pelo fim desta violência.
Fonte: Rede de Homens pela Equidade de Gênero; (Instituto Papai; Promundo; Instituto Noos e Ecos - Comunicação em Sexualidade)
Campanha Brasileira do Laço Branco
Homens pelo fim da violência contra a mulher
www.lacobranco. org.br
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
AUTO EXAME DA MAMA
BRASÍLIA SEDIA CONVENÇÃO DE MULHERES DE NEGÓCIOS
Brasília - Mulheres empreendedoras de todo o país estarão reunidas, de 03 a 06, em Brasília para a 19ª Convenção Nacional da Federação de Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais do Brasil (Confam).
O evento conta com palestras, debates, workshops, painéis e plenárias que permitirão a troca de experiências entre as mulheres.
De acordo com pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) que avalia o empreendedorismo em 31 países, as mulheres brasileiras ocupam o sexto lugar mundial entre as mais empreendedoras e lideram 46% dos pequenos negócios existentes no país.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
97% DAS NAÇÕES AUTORIZAM ABORTO PARA SALVAR VIDAS
Pela saúde física, 67% defendem prática, mas menos da metade adota procedimento em caso de estupro
Jamil Chade
Se os motivos econômicos e de cunho social não são bem vistos ainda na maioria dos países em desenvolvimento, o levantamento da ONU constata que 97% dos países autorizam aborto para salvar vida das mães, enquanto 67% deles aceita a prática para preservar a saúde física. No caso de estupro, porém, menos da metade dos países (48%) contam com leis que permitem o procedimento.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
EVENTOS

O evento contou com participação de diversos segmentos da sociedade itabunense, como Gapa, Sindicato dos Comerciários, Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias,ONG Acari, API/APLB, NEES, rep. Conselho de Saúde, AFUSC, Uabi,Unegro, rep Grupo Humanus, Sind. Agentes Comunitários, Sind. Agentes de Saúde, Sind. das Domésticas, Sind. Radialistas, rep. do PT e do PCdoB,Câmara de Vereadores de Itabuna, vereadores Wenceslau Jr e Luís Sena e outros.
Abrilhantaram a festa o tecladista Marcelo e o DJ GUIGUI contagiando o público presente com um som de alto nível. Um dos grandes momentos foi a apresentação do grupo de dança de salão, da professora Carmelita, que deixou os convidados empolgados e fascinados com a leveza dos seus dançarinos. Foi exibida uma foto montagem em data Show, com pessoas que compõem a UBM e as que, como parceiras, acreditam que podemos conquistar um mundo sem opressão e fazem parte desta nossa luta por um mundo de iguais.
A Coordenadora Sônia Barros, enfatizou sobre a importância de se fazer parcerias para combater todo tipo de violência contra a mulher, lembrando que é tarefa de todos lutar para que a opressão de genero seja combatida e banida do nosso meio. Lembrou da Lei que cria a Casa Abrigo para Mulheres Vítimas de violência, projeto do vereador Luís Sena, sancionada, todavia que não foi aplicada pelo executivo. Agradeceu a presença de todas e todos que junto com a UBM compartilharam deste momento.
Dia 02/09 - A UBM- União Brasileira de Mulheres apoiando a luta por igualdade, respeito e justiça social, participa da Parada Gay. O Grupo Humanus deu um show de descontração, alegria e chamou a comunidade itabunense para a Av Aziz Maron com mini trio e uma turma vestida e travestida com muito brilho. A população respondeu presente e a diversão foi completa, sinalizando para o espirito participativo, sem discriminações nem preconceitos, apenas com o direito de viver e ser feliz.
EXPLORAÇÃO SEXUAL X SEMINÁRIO SOBRE VIOLÊNCIA
Evento promovido pela SPM começou nesta quarta-feira em Brasília com a presença de representantes de ongs, universidades e governo federalAdolescentes abusadas sexualmente dentro da própria família; em instituições prisionais; no turismo sexual; em rotas fluviais – as chamadas “balseiras”; às margens das rodovias e até mesmo o sexo pervertido com as dóceis meninas portadoras de deficiências, como a Síndrome de Down.
O panorama de horror foi traçado pelos expositores da mesa-redonda sobre exploração sexual comercial de mulheres adolescentes/jovens, que abriu os trabalhos do II Seminário Nacional Interdisciplinar sobre Violência contra a Mulher Adolescente/Jovem, em Brasília."Trabalhar com adolescência não é o mesmo que trabalhar com a violência contra a mulher adulta”, destacou Nilcéa Freire. E para preparar os profissionais de saúde, de assistência social e psicólogos, entre outros, a SPM começa, em setembro, a capacitar esses profissionais em 10 municípios do País, com objetivo de formar multiplicadores aptos a lidar com a temática da violência contra a mulher jovem.
Para isso, os 5.000 exemplares do livro lançado nesta quarta-feira (29/08) serão ferramenta útil. “Mulher Adolescente/Jovem em Situação de Violência – Propostas de Intervenção para o Setor Saúde; Módulos de Auto-Aprendizagem” foi coordenado pela pesquisadora Stella Taquette, médica e diretora da subsecretaria de Monitoramento de Programas e Ações Temáticas da SPM. “É uma obra coletiva, que reúne artigos de 13 autores”, diz ela. “É um material de capacitação para equipes de saúde.”Juventude - A juventude é um dos seis eixos prioritários do governo federal, segundo o Secretário Nacional de Juventude, Beto Curi. Ele anunciou que, no dia 5 de setembro, será lançado um programa focado em educação, trabalho e desenvolvimento humano, já que existem, atualmente, no Brasil, 4,5 milhões de jovens desempregados, fora da escola e sem ensino fundamental. Beto Curi confirmou parceria com a SPM para realizar, em abril de 2008, a I Conferência Nacional de Juventude.
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
ANIVERSÁRIO
Aguardamos sua (s) presença(s)!
Sônia Barros
Coordenadora UBM Itabuna
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Concentração de renda faz criança pobre ter menos peso e altura

Fonte: www.ibge.gov.br
A tabela ao lado mostra a evolução dessa desigualdade, que retrata o tamanho das carências alimentares dos brasileiros pobres no momento em que o IBGE coletou os dados. As crianças da faixa mais pobre, com renda familiar per capita de até meio salário mínimo, apresentam em média menos altura e menos peso em todos os anos do seu crescimento. A diferença chega ao pico no início da adolescência: aos 14 anos, a criança de renda mais baixa tem 11,4 cm e 9,0 k a menos.
Alagoas é o estado com maior desigualdade
O estudo do IBGE mostra que o rendimento médio dos mais ricos é dez vezes maior que o de dos mais pobres. No ano de 2003, 40% de famílias com menos rendimentos possuíam, no país, uma despesa per capita de R$ 180, enquanto as 10% mais ricas tinham gastos em torno de R$ 1.800. A reda dos 40% mais pobres era de R$ 758,25 em média; a dos 10% mais ricos, de R$3.875,78.
No entanto, a POF trabalha com apenas cinco faixas de renda familiar per capita: até meio salário mínimo, de meio a 2, de 2 a 5 e mais de 5. Não permite portanto o exame em separado da faixa dos verdadeiramente ricos.
A discrepância entre os 10% mais ricos e os 40% mais pobres se acentua no Nordeste. Nessa região os mais ricos tiveram gasto per capita de R$ 1.600, enquanto os mais pobres gastaram R$ 138, ou 11 vezes menos. Já nas regiões Norte e Sul a diferença foi de oito para um. Alagoas ficou com o maior nível de desigualdade: 15,6 vezes. O Amapá registrou a menor disparidade: 5,3 vezes.
Pico da concentração ocorreu em 1980
As desigualdades de renda no Brasil, tradicionalmente entre as maiores do mundo, se exacerbaram até o pico registrado no Censo Demográfico de 1980. Desde então sucederam-se frases de alívio ou de agravamento, com ligeira tendência desconcentradora. Os dados da POD 2002-2003 foram colhidos no primeiro ano do governo Lula, que se propôs como bandeira a melhor distribuição da renda.
A Pesquisa de Orçamentos aponta desigualdades não só regionais mas também raciais, de gênero, nível de escolaridade e até religião. Famílias com pessoa de referência que se declarou branca tinham um rendimento total médio mensal de R$ 2.282,71, enquanto naquelas autodeclarada de cor preta era de R$ 1.263,59 e a que se considerava parda, de R$ 1.241,80 (reproduzimos aqui o critério de autodefinição de cor adotado pelo IBGE).
Fonte: http://www.ibge.gov.br/
terça-feira, 28 de agosto de 2007
LIDERANÇA INDIGENA COMEMORA PARTICIPAÇÃO NA II CNPM
VIOLENCIA DOMÉSTICA É FATOR DE RISCO PARA A ASMA
O International Journal of Epidemiology publicou artigo, desenvolvido por pesquisadores americanos da Escola de Saúde Pública de Havard, sobre a influência da violência doméstica sobre a asma, à partir de análise de famílias da Índia.
Os pesquisadores observaram que as mulheres que relataram uma agressão em seus lares, seja na infância ou na idade adulta, apresentavam um maior risco de desenvolver asma, comparativamente àquelas que não queixaram tal abuso. Além disso, nos lares em que as mulheres afirmaram ter sofrido violência doméstica, o risco de desenvolvimento de asma encontrava-se superior para todos os indivíduos neles residentes.
Para os autores, os achados deixam claro que a exposição a situações estressantes acarreta efeitos negativos ao organismo, propiciando o desenvolvimento de enfermidades como a asma. Fatores como a violência doméstica entre outros interferentes sociais, parecem estar claramente envolvidos como predisponentes a essa doença.
Fonte: International Journal of Epidemiology 2007 36(3):569-579.
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
MULHER E PODER
Coordenadora Geral
UBM Itabuna
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Com música, cor e luta, Marcha das Margaridas pára Brasília

Trabalhadoras rurais demonstraram força na grande manifestação
Música e cor encheu, logo cedo, a Esplanada dos Ministérios. Mulheres, e também homens, em menor quantidade, percorreram as quatro pistas, parando literalmente a cidade. No ato político que realizaram em frente ao Congresso Nacional, os oradores destacaram, entre as principais reivindicações das trabalhadoras rurais, o avanço da reforma agrária que permitirá o desenvolvimento da agricultura familiar.
As manifestantes, vestindo camisetas lilás e chapeús de palha com fitas também lilases, acompanhavam a Marcha ao som da música que dizia ''Brasília está florida/ Estão chegando as margaridas/ Estão chegando as decididas/ É o querer, o querer das margaridas''.
A luta contra a violência de gênero – uma das reivindicações das mulheres do campo – também inspirou a letra de um música que embalou as manifestantes e as fez cantar e dançar durante a caminhada. A música intitulada ''Maria da Penha'', arrancava risos das manifestantes no refrão que dizia: ''Se liga, meu irmão/ Que tem marra/ Que tem grana/ Que tem pinta de bacana/ Tira onda de machão/ Vai popozão/ Ainda bate em mulher/ O remédio que tu quer é algema e camburão''.
No gramado – seco, nesta época do ano – mas colorido de verde pelas bandeiras das manifestantes -, as trabalhadoras rurais confirmavam, com suas experiências de vida, o que diziam os líderes no movimento. Maria Nazaré Andrade da Silva, veio de Nova Timboteua, no Pará, para dizer que na terra que produz lhe falta assistência técnica, o que poderia facilitar sua vida e sua produção.
Nazaré, assim como Maria José Pinto, aposentada rural, que veio de Sabinópolis, em Minas Gerais, acredita que a manifestação ''ajuda, e muito'', nas palavras delas, para chamar atenção das autoridades para os problemas enfrentados por elas pelo Brasil afora.
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Caravana “Siga Bem Caminhoneiro” apóia II CNPM
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Participação política paritária é meta e desafio para mulheres
Diversas, as mulheres têm um pedido em comum nessa Conferência: igualdade nos espaço de poder. "A sub-representação feminina nos espaços de poder empobrece a democracia e perpetua a desigualdade. A paridade é uma meta a alcançar e o desafio que nos colocamos em nossa conferência", adiantou a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.
Para Maria dos Santos, que veio do Rio de Janeiro para o encontro, a participação política da mulher tem avançado. Mas o processo é lento e depende de mudanças no comportamento de toda a sociedade. "Temos que virar a cabeça da população masculina e feminina, que aprendeu a colocar o homem no poder", afirmou a médica.
Mesmo que a mudança social seja lenta, a previsão é otimista. "A gente tem que conquistar a Presidência da República", disse a secretária baiana Laurita Gomes. "As mulheres precisam de espaço para mostrar que sabem administrar. Muitas já cuidam de suas casas, muitas vezes com tão pouco dinheiro, que têm competência para cuidar de um país, estado ou prefeitura", completou.
Na solenidade de abertura do encontro, as participantes lembraram do movimento conhecido como Lobby do Batom, responsável por articular parlamentares de diversos partidos na discussão da Constituição, em 1988. Na ocasião, uma emenda à Constituição Federal garantiu igualdade no país entre homens e mulheres, sem distinção de qualquer natureza.
Durante esta 2ª Conferência Nacional, serão discutidos temas como direitos reprodutivos, combate à violência, acesso à saúde, educação e igualdade no trabalho. São itens que constam do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, elaborado na conferência de 2004. A aplicação das ações, no âmbito do governo federal, também deverá ser avaliada durante o encontro, até segunda-feira (20), além das propostas de novas metas.
Gerson Camata ínsita violência contra negros no Senado

O senador Gerson Camata (PMDB-ES) disse nesta quarta-feira (15) no plenário do Senado que “há risco de uma guerra racial no Brasil”. Advogando em nome da AraCruz Celulose, principal finaciadora de sua campanha em 2002, o senador defendeu a empresa que disputa com comunidades quilombolas terras na região de São Mateus, litoral norte do Espírito Santo. O território em questão foi reservado às comundidades pelo programa do governo federal Brasil Quilambola. O objetivo do senador é promover ampla campanha de medo e terrorismo contra negros e acabar com programa. Por Carla Santos*
Ocupação de Linharinho em plena atividade
O programa Brasil Quilombola coloca em prática o estabelecido no decreto 4887, assinado em 20 de novembro de 2003, que regulamentou o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes dos quilombos. Esse direito já está previsto no Artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, da Constituição Federal de 1988.
Porém, parlamentares, multinacionais e latifundiários não aceitam as medidas do programa e promovem intensa campanha contra o decreto. No ES, o conflito passou a ganhar a mídia que, assim como Camata, ínsita o racismo como resposta a mobilização dos quilombos pelas suas terras.
Para o coordenador nacional da União dos Negros Pela Igualdade (Unegro), Edson França, a declaração do Senador é uma reação a maior consciência e organização que quilombolas passaram a ter a partir da implementação do programa.
“A luta pelo reconhecimento de terras das comunidades quilombolas é antiga, assim como os conflitos. A diferença é que com o governo Lula a questão da promoção da igualdade racial passou a ter mais visibilidade, em especial para os quilombolas”, disse.
“O programa veio neste sentido e, com acesso a educação, saneamento e saúde, além de inúmeras outras iniciativas do governo, as comunidades passaram a tomar mais consciência e organização. Isto está deixando muita gente de cabelo em pé”, completou Edson.
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
PRESIDENTE LULA ABRE II CONFERÊNCIA DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES
Evento vai reunir 3.000 pessoas, de 17 a 20 de agosto, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em BrasíliaForam 600 conferências municipais, regionais e estaduais, realizadas de março a julho, que mobilizaram 195 mil mulheres em municípios de todos os Estados do Brasil. No processo da II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (II CNPM), 10 governos estaduais firmaram compromisso para a implementação do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (PNPM) ao longo das conferências. Agora, 24 Estados já pactuaram a adesão. Entre janeiro de 2005 e junho de 2007 foram assinados cerca de 300 pactos com entes federativos para sua implementação.Também foram criados diversos organismos governamentais municipais e estaduais de políticas para mulheres (secretarias da mulher, superintendências, coordenadorias, assessorias, etc.)
ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO
NESTE MÊS DE AGOSTO, A UBM- UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES/NÚCLEO ITABUNA, COMPLETA 06 ANOS DE SUA FUNDAÇÃO.
DURANTE ESTE PERÍODO, A ENTIDADE DE CARÁTER EMANCIPACIONISTA, SUPRAPARTIDÁRIO E SEM FINS LUCRATIVOS, VEM ENVIDANDO ESFORÇOS NA LUTA PELA CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MAIS JUSTO E IGUALITÁRIO, ONDE A MULHER SEJA VALORIZADA , RESPEITADA E A VIOLÊNCIA SEJA BANIDA DE TODAS AS CLASSES SOCIAIS.
O BRASIL QUE QUEREMOS É AQUELE QUE GARANTA ÀS MULHERES O INGRESSO NO MERCADO DE TRABALHO EM CONDIÇÕES DE IGUALDADE DE DIREITOS NA LEI E NA PRÁTICA, SALÁRIO IGUAL PARA TRABALHO IGUAL.
A LUTA GERAL DAS MULHERES POR SUA EMANCIPAÇÃO DEVE CONSIDERAR A CONDIÇÃO FEMININA E TER PRESENTE QUE, PARA ALCANÇAR UM NOVO PATAMAR, EXIGE-SE ESTAR INSERIDA NESSE MOVIMENTO PROGRESISTA MAIS AMPLO DA SOCIEDADE BRASILEIRA.
terça-feira, 14 de agosto de 2007
UNE fará campanha para legalizar aborto
"Estamos organizando uma grande campanha nas universidades sobre a necessidade de descriminalizar o aborto no Brasil. A UNE tem de fazer uma discussão sobre isso porque é uma realidade que a gente vive", diz. Para ela, a entidade tem o dever de dar início ao debate e encaminhá-lo ao governo. "Estamos preparando o material e pensamos em fazer um plebiscito sobre o tema dentro das universidades."
Bonita, estilo patricinha e fã de punk rock, a primeira mulher a assumir a entidade em 15 anos diz que faria um aborto "sem nenhuma dúvida" e está preocupada com questões que se referem às condições de estudos das mulheres.
"Em 70 anos de UNE, houve 50 presidentes homens e apenas quatro mulheres. Acho que isso mostra que mesmo a universidade e o movimento estudantil reproduzem muito do machismo que existe na sociedade brasileira."
Jornada de lutas
Lúcia já marcou, para a semana que vai de 20 a 24 deste mês, o início do que chama de "jornada de luta": passeatas e ocupações a reitorias para pressionar o governo a regulamentar o ensino privado e a melhorar o orçamento das universidades públicas. No dia 22, uma passeata unificada com movimentos sociais espera tomar conta de todo o país.
"Queremos o aumento de R$ 200 milhões para as instituições federais para que sejam gastos apenas em assistência estudantil, como moradia, restaurantes e creches", diz. "Hoje a estudante que engravida é penalizada, é obrigada a abandonar os estudos porque é impossível conciliar a maternidade com a sala de aula."
Filiada ao PC do B há oito anos, filha de médicos e namorando há dois anos, a nova presidente fazia faculdade em Porto Alegre (RS) antes de vir a São Paulo por causa do movimento estudantil, mas diz não querer seguir carreira política.
Lúcia foi eleita sem ter tido concorrentes e encara as invasões como uma das principais armas dos estudantes. "Invasão de reitoria é uma forma de pressão que temos e não descartamos ocupações em agosto, tanto em universidades públicas quanto em particulares."
Lúcia afirma que a principal luta da entidade hoje é nas universidades particulares. "Como 70% dos estudantes estão lá, e ainda não conseguimos inverter essa situação, temos de atendê-los. A maior parte da nossa base está na particular e é quem mais sofre com a má condição de ensino."
Folha de S. Paulo
PRESO COM VÍRUS HIV MORRE
PASTORAL CARCERARIA DENUNCIA FALTA DE ASSISTÊNCIA MÉDICA
No dia 10 deste mês e ano, faleceu um detento do Conjunto Penal de Itabuna – Fabiano Santos Catarino, tendo sido atestado como causa mortis, Falência Múltipla de Órgãos – Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (HIV).
A Pastoral Carcerária, através do Pe. Marcos Antonio de Souza, coordenador da Diocese de Itabuna e do Drº Davi Pedreira, coordenador da Pastoral Carcerária no Nordeste III – Bahia e Sergipe, em encontro com os Pais da vítima e, após visitar a Direção do Conjunto Penal de Itabuna e o setor médico da unidade, pode constatar de que existe uma deficiência no atendimento médico prestado aos detentos quando os mesmos precisam ser atendidos pela rede pública – SUS. O preso do Conjunto Penal de Itabuna é considerado pela rede pública como um cidadão SUS, ou seja, TEM os mesmos direitos que qualquer cidadão domiciliado em Itabuna.
O que ocorreu com o detento Fabiano é que o mesmo quando foi removido da Cadeia Pública de Itabuna para o Presídio, quando de sua inauguração em Dezembro do ano passado, já era portador do Vírus HIV e, segundo o médico do Presídio Drº Teobaldo, já deveria estar usando o medicamento denominado Retroviral. Não se sabe ao certo por que o preso, apesar de ter sido encaminhado para a unidade municipal de controle da AIDS, não passou a fazer uso do medicamento.
Os familiares do detento também alegam que, apesar de ter sido internado no hospital de Base de Itabuna, lá demorou a fazer uso do medicamento necessário.
Nesta manhã, a Pastoral Carcerária de Itabuna pode constatar que um outro detento – Sirlon Santos Soares, apesar de precisar de uma cirurgia de Hérnia, com urgência e ter sido encaminhado para o Hospital de Base em abril do presente ano, até agora não conseguiu nem marcar a cirurgia.
A queixa é geral, no sentido de que há um grande descompasso entre a Administração do Presídio e rede pública municipal, quando se trata de atendimento de qualquer natureza aos detentos do Conjunto Penal de Itabuna.
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
TIREÓIDE - PRINCIPAL ALVO: MULHERES
Cansada, ansiosa, irritada... se você anda se sentindo assim, alto lá: esses sintomas não necessariamente são conseqüência do stress e da rotina agitada. Pode ser sinal de desequilíbrio na tireóide - mal que atinge de cinco a dez vezes mais mulheres do que homens. A boa notícia: o que você come pode ajudá-la a ficar longe dessa estatística.
Karina Hollo e Fernanda Allegretti
A secretária Regina Marques, de 23 anos, levou quase um ano para descobrir o que estava acontecendo com sua energia. Não tinha disposição para nada, dormia sentada em frente à tevê... Pudera: acordava antes das 7, trabalhava até quase 7 da noite, dali seguia para o curso de letras. E, quando chegava em casa, precisava dar cabo dos trabalhos da faculdade antes de pregar os olhos. Quem não ficaria podre de cansada? Não passou pela cabeça dela procurar um médico até que, seis meses mais tarde, ganhou peso de uma hora para a outra. Ok, ok... ela não se alimentava bem — às vezes, almoçava coxinha e jantava pão de queijo. Mas isso não era motivo para engordar 10 quilos em três meses, concorda? O sobrepeso foi a gota d'água — e a salvação. Regina marcou uma consulta e, com um exame de sangue, descobriu um desequilíbrio no funcionamento da tireóide.
